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"Ataque de Israel a Gaza é crime de guerra intolerável", diz Fernando Rosas PDF Imprimir e-mail
08-Jan-2009
Bloco fez declaração política condenando a agressão israelita a GazaNa primeira declaração politica em 2009, a bancada parlamentar do Bloco "junta-se às vozes que, por todo o mundo, apelam à paz e se solidarizam com o povo da Palestina e as vítimas desta agressão". O deputado Fernando Rosas exigiu do governo uma condenação formal das agressões. Leia aqui a declaração política .

 

 




Ataque de Israel a Gaza é crime de guerra intolerável
Intervenção politica do Bloco de Esquerda
Deputado Fernando Rosas,
7 de Janeiro de 2009
Senhor Presidente,
Senhoras e senhores deputados,

Ao fim de dez dias de violência e destruição indiscriminadas, e mais de 600 mortos depois, Israel anunciou hoje que vai suspender, por três horas diárias, os ataques a Gaza para permitir a entrada v da cada vez mais urgente ajuda humanitária. Se dúvidas existissem sobre o drama sem limite que a população civil vive nesta região, uma das mais densamente povoadas do mundo, e onde um milhão e meio de habitantes lutam pela sobrevivência enclausurados num gueto sem acesso ao exterior, esta aparente cedência do exército israelita é a mais certeira confirmação do crime de guerra que representa a invasão de Gaza.

 

A súbita “generosidade” dos agressores foi-lhes, aliás, imposta pelos generalizados protestos da opinião pública internacional depois do bombardeamento israelita de duas escolas, onde se abrigava a população civil, uma das quais sobre a protecção, bem explícita, das Nações Unidas. Mais de 40 mortos foi o resultado desta nova “acção defensiva”.    

Há muito que Israel tornou Gaza no mais miserável gueto moderno e a vida neste bandustão numa insuportável miséria quotidiana. Gaza não tem um porto, aeroporto ou sequer uma estrada que comunique com o mundo. Os seus habitantes estão proibidos de circular e trabalhar em Israel, país cuja economia era directamente responsável por 40% do produto económico de Gaza. O bloqueio que condena este povo à miséria mais ultrajante é a guerra quotidiana que atinge, à maneira de uma intolerável punição colectiva, toda uma comunidade.

É preciso insistir que este ataque desmedido não só não resolve nenhum dos muitos problemas que afectam a região, como torna cada vez mais distante o vislumbre de uma solução negociada que traga a paz à região e o reconhecimento integral dos direitos do povo palestiniano. Ao contrário do que tem sido propagandeado por Israel, a agressão de Gaza não põe em causa o Hamas e as suas infra-estruturas, como se pode ver pelos rockects que continuam a atingir Israel.

A violência punitiva e indiscriminada contra todo um povo, que, para além dos bombardeamentos quotidianos, se encontra neste momento privado de electricidade, água e saneamento básico, é a expressão típica da moderna forma de terrorismo de Estado.
Este ataque à margem de todas as leis internacionais é mais um prego no caixão da possibilidade de um processo negociado para uma solução pacífica de um conflito que Israel, e não apenas o Hamas, tudo tem feito para perpetuar.

A pretensa imparcialidade e neutralidade neste conflito representa o triunfo do cinismo absoluto na política, legitimando a desproporcionada violência do agressor. Em nenhum conflito há apenas “bons” de um lado e “maus” do outro. A realidade nunca é a preto e branco. Mas não há nada mais parcial do que a imparcialidade de quem se cala perante o sofrimento de um povo e o seu legítimo direito à auto-determinação.

A União Europeia, que é o maior parceiro comercial de Israel, não pode continuar de braços cruzados perante uma violação tão flagrante do direito internacional e dos mais elementares direitos humanos. Ainda há poucas semanas a reunião do Conselho Europeu dedicou a sua única decisão à intensificação das relações diplomáticas da União E com Israel. Essa decisão, contrária ao voto maioritário do Parlamento Europeu, foi apoiada pelo governo português.

Perante a espiral de violência que agora se confirma, o Governo de José Sócrates deverá abandonar a posição conciliatória que o tem caracterizado e distinguir-se por uma condenação formal das agressões e pela defesa clara da anulação da decisão do último Conselho Europeu.

O ataque do Estado de Israel contra Gaza exprime a ilusória arrogância de quem entende que a violência da superioridade militar e da repressão policial podem esmagar e anular os direitos de um povo pobre e mais fraco. No meio da mortandade, é preciso reafirmar que nunca haverá paz na região sem o pleno reconhecimento da liberdade, da soberania e da dignidade do povo palestiniano.
Desta tribuna, a bancada do Bloco de Esquerda junta-se às vozes que, por todo o mundo, apelam à paz e se solidarizam com o povo da Palestina e as vítimas desta agressão.

 

 
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Agenda
Quinta-feira, 2 Setembro

10h30 :: Reunião Pedro Filipe Soares com a União de Associações do Comércio e Serviços e com a Confederação do Comércio e Serviços de Portugal sobre a Harmonização dos Horários de Funcionamento dos Estabelecimentos Comerciais.

Sexta-feira, 3 Setembro
10h30 ::  João Semedo reune com a administração do centro hospitalar do porto.
Sábado, 4 Setembro
10h :: Distribuição informação acerca da poluição do rio Lis no Mercado Municipal de Leiria. Com a presença de Heitor de Sousa.
Domingo, 5 Setembro

10h30 ::  Francisco Louçã e Rita Calvário em Alhandra. "Em Defesa do Tejo, Contra a Especulação" Visita de barco à zona ribeirinha de Vila de Franca de Xira e Mouchões do Tejo

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